A Roda da Fortuna



A Roda da Fortuna é um dos Arcanos Maiores do Tarô que traz o conceito do Destino e o seu símbolo ,a Roda, foi tomado da roca e remete aos três Destinos gregos - Moiras-uma delas responsável por fiar os fios da vida, a outra por medí-los e a terceira por cortá-los.
As Moiras gregas eram três irmãs chamadas Cloto, Láquesis e Átropos, que determinavam os destinos humanos, especialmente a duração da vida de uma pessoa e seu quinhão de atribulações e sofrimentos. Cloto, em grego "fiar", segura o fuso e puxa o fio da vida. Láquesis ("sortear") enrola o fio e sorteia o nome dos que vão morrer e Átropos ("não voltar", ser inflexível) corta o fio. As várias versões apresentam as Moiras como filhas do Caos, de Érebo, ou ainda de Têmis e Zeus. Na mitologia grega, Moira, no singular, é inicialmente o destino. Na Ilíada, representa uma lei que paira soberana sobre deuses e homens, pois nem mesmo Zeus está autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica.
O que é interessante salientar é que nas primeiras imagens do Tarô, as figuras na Roda eram humanas, não animais.A mudança para as figuras animais se deu no Tarô de Marselha devido a uma interpretação equivocada das orelhas de animais usadas pelas pessoas para representar a insensatez humana.Que equívoco!
Eliphas Lévi foi o responsável pelo seguinte desenvolvimento da Roda da Fortuna.Em sua obra, Chave dos Mistérios, substitui o macaco coroado pela esfinge alada, a figura ascendente vira um cão, levando o caduceu de Hermes e a figura descendente é um diabo com chifres, empunhando um tridente e aí começa toda a modificação simbólica.
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