Está confirmado que, realmente, dentro do universo de previsões charlatães existem algumas evidências intrigantes. A tragédia do Titanic, a queda do dirigível Alitália e a morte do Presidente Kennedy foram descritas nos seus mínimos detalhes por pessoas insuspeitas e desinteressadas, da mesma forma que milhares de mães sonham dormindo ou até acordadas com situações de perigo que seu filho realmente vai correr em futuro próximo ou já está correndo a milhares de quilômetros de distância.

O que seria a premonição, então? A capacidade de visualizar um evento futuro? Uma comunicação de entidade espiritual? Uma viagem de ida e volta a outras dimensões com recordações? Uma criação da própria mente inconsciente a partir de dados arquivados na Grande Consciência e com resultados lógicos para o inconsciente mas difíceis de concluir conscientemente?

Em "Sonhos e Telepatia", Freud relata que "...Em 22 de agosto de 1914, às 10 horas da manhã, nossa correspondente experimentou a impressão telepática de que seu irmão, na ocasião em serviço ativo, estava chamando: ‘Mamãe! Mamãe!’ O fenômeno foi puramente acústico e repetiu-se pouco depois, mas nada foi visto. Dois dias mais tarde, encontrou a mãe e achou-a muito deprimida, porque o rapaz se lhe anunciara com um repetido chamado de ‘Mamãe! Mamãe!’ Ela imediatamente lembrou-se da mesma mensagem telepática que experimentara no mesmo tempo e, na realidade, algumas semanas depois, foi estabelecido que o jovem soldado morrera naquele dia, na hora mencionada.

Não se pode provar, mas também não se pode refutar, que, em vez disso, o que ocorreu foi o seguinte: Certo dia a mãe lhe dissera que o filho lhe enviara uma mensagem telepática, em conseqüência do que imediatamente lhe ocorrera no espírito haver tido a mesma experiência, na mesma ocasião. Tais ilusões da memória surgem na mente com uma força constrangedora que haurem de fontes reais, mas transformam a realidade psíquica em realidade material. A força da ilusão reside em constituir ela uma maneira excelente de expressar a inclinação da irmã a identificar-se com a mãe: ‘A senhora está ansiosa sobre o rapaz, mas eu sou a mãe dele realmente e seu grito se dirigia a mim; fui eu que recebi essa mensagem telepática.’ A irmã, naturalmente, rejeitaria firmemente nossa tentativa de explicação e aferrar-se-ia à crença na autenticidade de sua experiência. Não poderia, contudo, agir de outra forma. Estaria fadada a acreditar na realidade do efeito patológico enquanto a realidade de suas premissas inconscientes lhe fosse desconhecida."

Nesse momento vamos voltar aos aborígenes e a seu conceito de que a Grande Consciência é formada por todas as informações que chegam ao nosso tálamo por meio de ondas eletromagnéticas do pensamento.

E juntemos a esse conceito os do físico britânico Julian Barbour, de 62 anos de idade, de que "O tempo não existe". Diferentemente das idéias da física Newtoniana, quando o tempo é bem desenhado de forma linear fazendo um curso na história, Barbour e outros cientistas e filósofos seguem idéias mais chegadas a realidade quântica, com a imagem de diversas probabilidades ao mesmo tempo.

Tais idéias quânticas se aplicadas ao Universo como um todo mostra que um objeto poderá estar em vários lugares ao mesmo tempo, assim como vários objetos podem estar em um mesmo lugar ao mesmo tempo.

Isso significa a existência de vários "agoras" em um único instante, ou várias versões de cada um de nós por toda a parte em diferentes realidades, dimensões ou momentos...

Apenas os "agoras" que fazem algum sentido lógico são escolhidos pela nossa mente.

Algumas pessoas, entretanto, de forma consciente ou não, desenvolveram uma tal sensitividade de absorção de imagens sem aprisionar-se na referência tempo e conseguem visualizar situações que ocorrem em outro "agora" e que pode ser traduzido para nosso entendimento tradicional como um acontecimento futuro.

As informações que, segundo os aborígenes, nos chegam e são incorporadas ao nosso grande arquivo, podem também ter sido geradas por pensamentos de outros eus em diferentes "agoras", significando informações que nós, tradicionalmente, consideramos como informações passadas e informações futuras, mesmo porque não temos a capacidade ainda de entender a inexistência da referência tempo, pois nem mesmo Newton ou Einstein conseguiram explicá-la convenientemente...

Roberto Andersen em A PARANORMALIDADE DE TODOS NÓS

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