A Rainha de Espadas - Notas sobre um escândalo



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Sinopse:


Barbara Covett (Judi Dench) é uma professora solitária e dominadora, que controla com mão de ferro os alunos de uma decadente escola pública de Londres. Barbara vive apenas com seu gato, Portia, não tendo amigos nem parentes. Sua vida muda quando a escola em que trabalha contrata Sheba Hart (Cate Blanchett) como a nova professora de artes. Sheba parece ser a amiga com que Barbara sempre sonhou, atenciosa e leal. Porém quando Sheba passa a se envolver com Steven Connolly (Andrew Simpson), um de seus alunos mais jovens, esta amizade torna-se perigosa, pois Barbara ameaça revelar seu segredo para o marido dela, Richard (Bill Nighy), e para todos à sua volta.


Barbara Covett (Judi Dench) encarna uma Rainha de Espadas de uma forma absoluta.A vida deserta, a aridez da solidão, o ressentimento, a raiva, o ciúme atormentam sua vida.A Rainha de Espadas é uma sobrevivente e como tal não deve ser ignorada. A espada erguida em riste está pronta para a luta e o corte.

No I Simpósio Paulista de Tarô o meu tema foi sobre Neurociência, ou seja a relação das cartas do Tarô, precisamente o Naipe de Espadas, com determinadas áreas do cérebro.

O Homem não pode negar sua ancestralidade e dentro de cada um de nós vive um crocodilo que delimita seu território. O naipe de espadas não retrata apenas as tempestades mentais oriundas do ar.Existe algo mais além!

Vou deixar de lado essa tese, porque vou aprofundá-la num próximo Workshop.Voltemos ao filme!

Barbara premedita sempre sua forma de agir.Sua camuflagem é a da professora que impõe respeito e da velha solteirona que vive com seu gato.Quando os seu desejos não são realizados, a defesa do território e a destruição do seu alvo tornam-se o foco de sua vida. Os répteis sempre focam!

A Rainha de Espadas é estéril, dura, amarga, ressentida.Gosto muito da Rainha de Espadas do Tarô da Nova Visão. Ao fundo e à direita da lâmina, três homens carregam o esquife de alguém que ela acabou de mandar matar. A Rainha de Espadas corta, mina, invalida.Ela é supressiva e não muda!

A tendência do supressivo é fazer o outro de errado, ele não tem confronto.Quando falo em confronto é no sentido de olhar para dentro de si mesmo e enxergar que o errado na estória é você.Poucas pessoas tem confronto.Ignorar é mais fácil, como também, culpar o outro.Dá menos trabalho!

Não deixem de assistir! O filme é perfeito!

Comentários

Unknown disse…
Fico impressionada de ver como uma única carta do taro pode contar tantas histórias!!Amei os textos!!!parabéns Vera,é muito bom saber que existem profissionais como vc e outros que realmente levam esse estudo com ética e seriedade! bjoss!Enir Amiden.
Vera Chrystina disse…
Oi Enir,

Obrigada pelo carinho!

Um beijo!
Anônimo disse…
"Em cada um de nós existe um corcodilo", perfeito e realista como a ponta de uma espada.lindo-amanhecer@hotmail.com
Anônimo disse…
Olá Vera!

impressionante! eu sou número 52/7 na numerologia. Que julgamento horrível é feito aqui! Saiba que são inúmeras qualidades que esse número possui e se a premeditação ou estratégia é um defeito ou não, depende do ponto de vista que se olha!
Nesse mundo dual tudo é relativo. Tudo tem dois lados.Tudo tem seu polo positivo e seu polo negativo.
Até o que aceitamos como verdades. Como disse Hermes, as verdades são meias verdades...
Como 52/7 gosto de ir fundo no que estudo e um ponto de vista focado só no lado negativo de um número sugere preconceito.

sou anônima.

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